Sua própria lista: um ativo que ninguém tira
Aula 8 de 31 do curso “Curso de vendas de um milhão de dólares”. Grátis, com animações e teste.
Caso: uma casa com uma campanha de e-mail
Você fez um brinde e a galera tá deixando o e-mail. Mas pra que juntar e-mails? Jeff Walker, autor de “Launch”, conta que ele e a esposa acharam a casa dos sonhos e de repente precisaram de uns US$70.000 de entrada. Em vez de empréstimo, ele pensou: “O que posso oferecer pra minha lista?”. Montou um produto com as dúvidas dos assinantes, fez um lançamento e, segundo ele, fez US$106.000 em uma semana. Lista é gente que pediu seus e-mails. Ela te deixa ganhar quando você precisa, sem esperar dar sorte.
Seguidor de rede é aluguel
“Tenho 10 mil no TikTok, pra que e-mail?”. O Walker responde: o público da rede não é seu, é da plataforma. Ela muda o que aparece, pode bloquear sua conta ou simplesmente fechar. Em janeiro de 2017 o Vine fechou, e lá tinha criador com milhões de seguidores. Em 18 de janeiro de 2025 o TikTok saiu do ar nos EUA por um dia. A lista de e-mail você leva pra qualquer serviço, e o e-mail chega em quem assinou. Por isso a rede é a vitrine e a lista é seu estoque. Traga gente da rede pra sua lista.
Importa quantos leem, não quantos tem
O Walker compara duas listas. A primeira tem 100 pessoas e 60% abrem, ou seja, 60 leitores. A segunda tem 1.000, mas só 1% abre: 10 leitores. Lista pequena e viva ganha de lista grande e morta. Do que depende abrir? Da relação. Seu e-mail cai num lugar pessoal, a caixa de entrada, do lado de mensagens de amigos. O Walker escreve como pra uma pessoa: conta como foi a semana e responde dúvidas. Ele zoa a expressão “disparo de e-mail”: quem gosta de levar tiro?
Comprador vale mais que assinante
Você vai ter duas listas: quem ainda não comprou e os compradores. Pela experiência do Walker, quem tá na lista de compradores vale de 10 a 15 vezes mais. Já te confiou dinheiro uma vez e teve resultado, então a segunda fica mais fácil. Daí duas regras. Primeira: leve gente de assinante pra comprador, nem que seja com um degrau barato. Segunda: mime os compradores à parte. O Walker manda um cartão escrito à mão pros clientes novos. O Misha pode mandar pra quem comprou um preset bônus que nem tava na oferta.
A página de captura: uma escolha
O Walker lembra uma verdade chata: todo mundo que entra na sua página vai embora. Se não deixou contato, quase certeza que não volta. Por isso, em vez de um site com menu e formulário pequeno do lado, faz-se uma página de captura: o brinde, um campo de e-mail e um botão. Ou assina, ou sai. O exemplo dele com números aproximados: formulário lateral dá 3% de assinaturas, página dedicada dá 20%. Se um assinante vale US$12 por ano, um visitante vale US$0,36 contra US$2,40. Não espera ficar perfeito: lança e muda um detalhe de cada vez.
Só quem pediu
O Walker é direto: lista é só gente que pediu seus e-mails. Spam mata negócio rápido: os provedores começam a te jogar no spam, as pessoas reclamam e a conta é bloqueada. E tem a lei. Na UE e na Rússia, e-mail promocional exige consentimento prévio. Nos EUA todo e-mail precisa de link claro de descadastro e remetente honesto. Então: não deixa a caixa de consentimento marcada, diz o que vai mandar, coloca descadastro em todo e-mail e nunca compre lista.
Começar do zero: 1 por dia, depois 30
“Pro Walker é fácil, ele tem uma lista gigante.” Ele mesmo responde que começou do zero. Tinha dia com um assinante novo e dia sem nenhum. Depois 3 ou 4 por dia, depois 30. E 30 por dia são 900 por mês e 10.800 por ano. Lembra do John Gallagher e do jogo de tabuleiro da primeira aula? Além das 670 vendas, o lançamento trouxe mais de 1.000 assinantes novos. O lançamento faz a lista crescer sozinho. Não espera “quando eu tiver público”: comece a coletar no primeiro vídeo.
Faça você: plano pra 100 assinantes
Preencha 5 linhas. Onde fica o formulário: link na bio e post fixado. O que você dá: a isca da aula passada. Texto de consentimento: uma frase dizendo que vai chegar o brinde e um e-mail por semana. O primeiro e-mail sai na hora: o brinde, umas palavras sobre você e o que vem depois. Onde falar do brinde: no fim de todo vídeo, curto e sem implorar. Meta do mês: suas primeiras 100 pessoas. Depois acompanhe quantas abrem seus e-mails. Como cair na caixa de entrada e não no spam a gente vê no nível de e-mail.
Teste-se
- O que você diz pra ele?
Resposta certa: Junta e-mail agora: a conta pode ser bloqueada, a lista continua sua. A plataforma é dona dos seguidores: ela decide regra, bloqueio e fechamento. A lista de e-mail você leva pra onde quiser e o e-mail chega. - Qual lista é mais forte?
Resposta certa: 300 pessoas, 50% abrem. 150 leitores contra 50. Não importa quantos assinaram, e sim quantos leem de verdade. Lista pequena e viva ganha de lista grande e morta. - O que fazer?
Resposta certa: Recusar: mandar só pra quem assinou. Quem tá numa lista comprada nunca assinou com você. É spam: reclamação, bloqueio do e-mail e, na UE e na Rússia, ainda quebra a lei de consentimento. - Qual a melhor jogada?
Resposta certa: Uma página separada: o brinde, um campo de e-mail e um botão. Todo visitante vai embora. Uma página com uma escolha só, “assinar ou sair”, costuma pegar bem mais contatos que um formulário pequeno no meio do menu.
← Isca digital: um presente em troca do e-mail 4 jeitos de achar gente →