Briefing, pagamento, contrato e sinalização
Aula 26 de 31 do curso “Curso de vendas de um milhão de dólares”. Grátis, com animações e teste.
O briefing: a tarefa em uma página
Na aula passada você escolheu 3–5 criadores com público real. Agora precisa explicar o que espera deles. Pra isso existe o briefing, uma tarefa criativa curta. A Hennessy brinca que briefing de publicidade nunca é breve: muitas vezes são 15 páginas com gráficos. Pro Misha, uma basta. O que vai nela: quem você é e o que vende, pra quem é o anúncio, três ideias-chave, o que precisa aparecer, o que é proibido, o link ou cupom e os prazos. A Hennessy explica por que o criador precisa ler o briefing: se não cumprir, a marca pode pedir pra refazer tudo ou não pagar. Ou seja, o briefing protege os dois: você recebe o que precisa e o criador sabe exatamente pelo que está sendo pago.
Com as palavras dele, não lendo
O briefing define os limites, mas não escreve o texto do criador. A Hennessy avisa: ler um roteiro palavra por palavra faz o anúncio soar como comercial ruim de carro. O público confia no criador pelo jeito dele, então dê três ideias-chave e liberdade pra falar. A Hennessy também valoriza muito criadores que testam o produto antes de topar anunciar: se dizem sim, é porque gostam de verdade. Por isso a primeira coisa que o Misha faz é dar ao criador acesso grátis ao curso. Se ele fizer umas aulas e editar um vídeo com elas, a recomendação vai ser honesta, e o público sente isso mais que tudo.
Fixo, porcentagem ou permuta
Tem três jeitos de pagar um criador. Fixo: um valor por publicação. É claro pro criador, mas o risco é seu: se não vender, o dinheiro já foi. Porcentagem: o criador ganha uma parte de cada venda pelo link ou cupom dele, como o parceiro da aula 23. Pra você quase não tem risco, mas o criador precisa acreditar no produto. Permuta: produto no lugar de dinheiro. A Hennessy aconselha os criadores a trabalhar de graça só se for a marca dos sonhos, uma viagem ou se a marca divulgar eles em troca. Senão, é tempo tirado do próprio conteúdo. Pro Misha, com pouco orçamento, cabe uma mistura: o curso de graça mais uma porcentagem honesta das vendas pelo cupom. Se o criador pedir fixo, dá pra oferecer um fixo pequeno e porcentagem por cima.
Do que o preço é feito
Pra negociar de forma justa, ajuda entender como o criador calcula o preço. A Hennessy dá uma fórmula: taxa de distribuição mais taxa de trabalho. A de distribuição depende de cinco coisas: seguidores, engajamento, qualidade do conteúdo, fama e habilidades, e o quanto o público bate com o da marca. A de trabalho são os custos de produção (fotógrafo, local, objetos) e o tempo do criador. A Hennessy sugere que iniciantes comecem em US$25 a hora e lista pra onde vão as horas: negociar, ler o briefing, achar local, montar moodboard, gravar. Como referência, ela escreve que pra um criador com 100 mil seguidores pedir uns US$4.000 por um dia de gravação e um post no Instagram é razoável. Isso é EUA e um livro de 2018. Seu criador pequeno vai cobrar bem menos, mas a lógica é a mesma: você paga pelo acesso ao público e pelo trabalho.
O contrato: cinco pontos
A Hennessy repete: nunca assine contrato sem ler de verdade. Até um acordo simples com um criador deve responder cinco perguntas. Entregas: lista exata, tipo um vídeo de até 60 segundos e um story com link. Datas: quando vai ao ar e por quanto tempo precisa ficar. Exclusividade: quem o criador não anuncia e por quanto tempo. A Hennessy acha justo um mês sem os três principais concorrentes, e mais tempo custa mais. Uso: se você pode reusar o vídeo nos seus canais ou em anúncio pago, o que também aumenta o preço. Pagamento: valor, porcentagem e prazo, por exemplo em até 30 dias após a nota. E coloque folga no prazo: a Hennessy conta como uma criadora enrolou a gravação por semanas, e só a folga antes do prazo do cliente salvou. Se você tem menos de 18, assine o contrato junto com os pais.
Sinalize seus anúncios
O público precisa saber quando um post é anúncio. A Hennessy explica: quem gosta de comprar um batom pela dica de um criador e depois descobrir que ele só foi pago? É questão de confiança e de lei. Nos EUA, quem fiscaliza é a FTC, a Comissão Federal de Comércio: o aviso tem que ser bem visível, e só o botão da plataforma pode não bastar. Presente ou produto grátis também conta como vínculo com a marca e precisa ser informado. Na Rússia, desde 1º de setembro de 2022, anúncio na internet é marcado: escreve-se «Реклама» («Publicidade»), indica-se o anunciante e coloca-se um token erid emitido por um operador de dados publicitários (ORD). Infração dá multa pesada. Cada país tem suas regras, então confira a lei local antes de lançar. E a Hennessy nem entende por que esconder anúncio: se o criador segue a regra 70/30, o público não liga.
Meça o que funcionou
Dê a cada criador o próprio link ou cupom, assim as vendas não se misturam. Depois da publicação, junte os números: cliques, vendas, receita e quanto você pagou. Exemplo: o criador A recebeu US$150 e trouxe 9 vendas de US$49, ou seja, US$441, quase o triplo do investido. O criador B recebeu US$60 e trouxe 6 vendas, ou seja, US$294, quase cinco vezes mais. Mesmo vendendo menos, o B compensa mais e vale chamar de novo. A Hennessy acrescenta um sinal de criador forte: os posts patrocinados dele têm tantas reações quanto os normais. Quer dizer que o público confia nele até na publicidade. Quem rendeu, chame de novo. A própria Hennessy contrata várias vezes os criadores com quem foi fácil trabalhar.
Faça você: lance com um criador
Junte tudo com a ficha. Briefing: uma página com três ideias-chave, o que mostrar, o que é proibido, link e prazos. Acesso: dê o produto ao criador antes. Pagamento: fixo, porcentagem ou mistura, tudo por escrito com números. Contrato: entregas, datas, exclusividade, direitos de uso, pagamento e prazo com folga. Aviso: o anúncio sinalizado conforme a lei do seu país. Controle: cada criador com seu link ou cupom, e uma tabela de pagamentos e vendas. Nível 5 concluído. No nível 6 vamos ver sua equipe: quem contratar primeiro, como passar tarefas e como liderar pessoas.
Teste-se
- O que ele deve oferecer?
Resposta certa: O curso grátis e porcentagem das vendas pelo cupom. Pro Misha quase não tem risco: ele só paga com as vendas. O criador recebe um produto que pode testar e uma renda honesta, como o parceiro da aula 23. - O que é melhor?
Resposta certa: Dar três ideias-chave e liberdade pra falar. O público confia no criador pelo jeito dele. As ideias-chave do briefing ficam, e tudo soa natural. - O que responder?
Resposta certa: Sinalizar o anúncio de forma clara e visível. Anúncio escondido destrói a confiança e, em muitos países, ainda viola a lei. A FTC considera produto grátis um vínculo com a marca que precisa ser informado. - Com quem vale mais continuar?
Resposta certa: Com B: cada dólar voltou quase cinco vezes. A: 9 × US$49 = US$441, cerca de ×2,9 do pagamento. B: 6 × US$49 = US$294, cerca de ×4,9. B rendeu mais.