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Como escolher um criador

Aula 25 de 31 do curso “Curso de vendas de um milhão de dólares”. Grátis, com animações e teste.

Pra que você precisa de um criador

Na aula passada você montou sua marca. Mas seu público cresce devagar, e os criadores já têm um. Brittany Hennessy explica por que as marcas pagam pra eles: a galera pula, bloqueia e rola pra baixo os anúncios comuns, mas quando um criador em quem confia mostra um produto, ela nota. No fundo é o parceiro da aula 23, só que nas redes. E não precisa de alguém com um milhão de seguidores. A Hennessy conta que alguns criadores viviam do blog com pouco mais de 100 mil seguidores, e a partir de 10 mil o mercado já fala em «microinfluenciador». Pro Misha, um criador pequeno que fala de gravação costuma ser mais útil que um grande de entretenimento: o público dele já quer o que o Misha vende. Mas número de seguidor é fácil de inflar, então agora vamos aprender a separar público real de falso.

A fórmula do engajamento

A primeira pergunta de uma marca sobre um criador é quantos seguidores ele tem. A segunda, qual o engajamento. A taxa de engajamento (em inglês engagement rate, ER) mostra que parte dos seguidores reage de verdade aos posts. A fórmula do livro: curtidas mais comentários, divididos pelo número de seguidores. A Hennessy pega a média dos últimos 10 posts pra que um post sortudo não distorça a imagem. Exemplo: um criador tem 20 mil seguidores e em média 500 curtidas e 40 comentários. (500 + 40) ÷ 20.000 = 2,7%. O livro, de 2018, chama 1,5–2,5% de normal e mais de 3% de boa meta. Hoje os números dependem da plataforma e do tema, então compare criadores do mesmo nicho. Com o resto igual, a Hennessy sempre escolhe quem tem mais engajamento: quer dizer que o público responde de verdade.

Um salto de seguidores

Seguidor comprado se entrega no gráfico de crescimento. A Hennessy acompanhou por meses uma criadora iniciante. Um dia viu que ela tinha ganhado 30 mil seguidores e quase chegava a 100 mil. Primeiro ficou feliz, mas percebeu que o engajamento era baixo demais pra tanto seguidor. O gráfico mostrava que quase todo o salto aconteceu em umas duas semanas. A Hennessy entendeu que os seguidores foram comprados e nunca chamou a criadora pra uma campanha. Crescimento real costuma ser suave. E se um criador explode depois de um vídeo viral, junto com os seguidores crescem as curtidas e os comentários. Salto de seguidores sem mais reações é sinal vermelho. Dá pra ver o gráfico em ferramentas de estatística de redes ou pedir um print pro criador.

Leia os comentários

Curtida é um toque, mas comentário exige tempo e esforço, por isso a Hennessy olha pra eles com atenção especial. Bom sinal: a galera faz perguntas do tema, troca dicas e o autor responde. Mau sinal: frases genéricas tipo «cool pic bro», que servem pra qualquer post. A Hennessy conta que esses comentários vêm de serviços que, por dinheiro, curtem e comentam no seu nome. Também existem os «pods», grupos em que as pessoas combinam curtir e comentar umas nas outras. Pra Hennessy eles fazem mais mal que bem, porque as reações não vêm de interesse pelo conteúdo. Pra você, isso quer dizer que ER alto não é tudo. Leia os comentários de 5–10 posts antes de pagar.

Quem são esses seguidores

Depois do engajamento, a Hennessy olha quem são os seguidores. Três dados principais: idade, gênero e local. A idade do criador nem sempre bate com a do público: uma criadora de 35 anos com artesanato colorido pode ter público adolescente. O local importa se seu produto é vendido num país ou num idioma. Esses dados aparecem nas estatísticas de uma conta profissional, e um criador honesto vai te mandar um print. Compare com o perfil de cliente ideal da aula 2. O Misha precisa de adolescentes e jovens que gravam no celular e entendem o idioma dele. Um criador com um milhão de espectadores em outro país quase não vai vender nada pra ele.

Seguidor falso evapora

Por que inflar seguidor é ruim não só pra marca, mas pro próprio criador? Em 2014 o Instagram apagou uma montanha de contas falsas e bots, e o número de seguidores de famosos despencou da noite pro dia. Segundo a Hennessy, o rapper Ma$e caiu de 1,6 milhão pra 272 mil seguidores e apagou a conta. Seguidor falso não compra, não comenta e pode sumir a qualquer momento. Por isso o conselho da Hennessy é simples: não compre seguidores, curtidas nem comentários, mesmo que «um amigo indique um serviço baratinho». Quando você paga um criador, paga por acesso a pessoas reais. Se não tem gente, o dinheiro vai pro ralo.

Confira o criador

Bora treinar. O Misha precisa de espectadores que querem aprender edição. Ele tem quatro perfis inventados. A: 120 mil seguidores, ER 0,4%, ganhou 40 mil numa semana. Parece inflado: salto enorme e quase nenhuma reação. B: 15 mil, ER 4,1%, nos comentários perguntam de edição. É a melhor opção: público real e o certo. C: 60 mil, ER 2,2%, mas a maioria mora em outro país e fala outro idioma. O curso do Misha não serve pra eles. D: 8 mil, ER 6%, mas é um blog de confeitaria. Público ótimo, só que não liga pra edição. Conclusão: tamanho é a última coisa. Primeiro o tema, depois o engajamento real, depois os números.

Faça você: checklist do criador

Faça uma lista de 10 criadores do seu tema e confira cada um pela ficha. Tema: o público dele parece seu cliente da aula 2. ER: calcule a média dos últimos 10 posts e compare com outros do nicho. Crescimento: gráfico suave, sem saltos de dezenas de milhares numa semana. Comentários: perguntas do tema e respostas do autor, não frases genéricas. Público: peça um print das estatísticas por idade, gênero e local. Anúncios: no máximo 3 posts patrocinados a cada 10, senão o público já cansou de anúncio. Fique com os 3–5 melhores. E nunca compre seguidores pra você. Na próxima aula vamos escrever um briefing pro criador, combinar o pagamento e ver como sinalizar a publicidade direito.

Teste-se

  1. Qual é o engajamento dele?
    Resposta certa: 3%. (560 + 40) ÷ 20.000 = 600 ÷ 20.000 = 0,03, ou seja, 3%. Pelo livro da Hennessy, é um bom nível.
  2. Qual escolher?
    Resposta certa: B: público menor, mas real e do tema. B tem cerca de 3,8% de engajamento, A cerca de 0,3%. E o público de B já curte gravação, parece com os clientes do Misha.
  3. O que isso significa?
    Resposta certa: Parece inflado: checar estatísticas ou recusar. Crescimento real, mesmo viral, traz seguidores e reações. A Hennessy vê salto sem reação como sinal de seguidor comprado.
  4. Como interpretar isso?
    Resposta certa: Desconfiar: é assim que aparecem bots ou grupos de curtida. Comentário real fala do tema do post. Frase genérica que serve pra qualquer post costuma vir de serviço pago ou de «pods».

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