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Sua marca pessoal

Aula 24 de 31 do curso “Curso de vendas de um milhão de dólares”. Grátis, com animações e teste.

Gente compra de gente

No nível 4 você aprendeu a lançar: aquecimento, história-ponte, webinar, parceiros. Mas em cada um desses passos as pessoas olham não só pro produto, mas pra quem vende. Russell Brunson percebeu isso na pele. Quando começou a palestrar, estava na faculdade e lutava luta livre, e nas histórias dele apareciam treinadores e competições. Quem vinha comprar era quase sempre atleta homem. Depois ele começou a contar a história de uma mulher chamada Joy Anderson, e mulheres começaram a comprar dele. A conclusão do Brunson: compra quem se reconhece nas suas histórias. Ele chama isso de «personagem atraente», a imagem com que você fala com seu público. Não é máscara nem invenção. É sua história real, bem contada.

Quatro traços do personagem atraente

Segundo o Brunson, esse personagem tem quatro traços. Primeiro, a história de origem: de onde você veio. Quando a pessoa vê que você já esteve onde ela está, ela quer te seguir até onde você está hoje. Sem história de origem você parece inalcançável. A história precisa ter ligação com o produto: pro Misha é o caminho de «editava torto» até «me pedem pra editar». Se você não tem história própria, pode contar a de um aluno ou cliente, como o Brunson fez com a Joy. Segundo, parábolas: casos curtos da vida com uma lição. Fatos são esquecidos, histórias ficam, por isso bons professores explicam com casos. Terceiro, defeitos. Quarto, posição. Vamos ver esses dois com calma, porque são os que a galera mais tem medo de mostrar.

Mostre seus pontos fracos

O Brunson usa o exemplo do Super-Homem. Um herói invencível, que ninguém derrota, é chato: não tem por que se preocupar com ele. Mas aí aparece a kryptonita e o medo pelas pessoas que ele ama, e o personagem ganha vida. Com gente é igual. Quando você só mostra a foto perfeita, o público não se enxerga ali e fica longe. Quando vê que você também erra, começa a torcer por você e a confiar. O Misha pode contar que só os amigos viam os primeiros vídeos, que ele confundia formatos e que uma vez passou metade da noite editando um vídeo que depois apagou. Importante: defeito é a verdade sobre você, não drama inventado. E é melhor que não seja sobre aquilo pelo que te pagam. Se você ensina edição, pode admitir que desenha mal, mas não que não sabe cortar vídeo.

Tome uma posição

Muita gente tenta não incomodar ninguém e só fala coisas seguras. O Brunson acha que ser neutro é chato: tentando agradar todo mundo, você não alcança ninguém. Quando você diz no que acredita, o público se divide em três grupos: quem concorda, quem é neutro e quem é contra. Em troca, quem concorda deixa de ser espectador casual e vira fã fiel, que compartilha seus posts e compra de novo e de novo. O próprio Brunson coloca «os que falam» contra «os que fazem» e chama os inscritos pro segundo grupo. A posição do Misha pode ser: «Pra fazer Shorts top você não precisa de um computador caro, o celular basta». Discuta ideias, não pessoas: zoar outros criadores não é posição, é um jeito de perder confiança.

Escolha seu papel

O Brunson descreve quatro papéis com que o personagem fala com o público. O líder já fez o caminho e guia os outros por ele. O aventureiro é curioso: não tem todas as respostas, sai pra buscar e traz os achados pro público. O repórter ainda não fez o caminho, então entrevista quem já fez e compartilha o que aprende. Foi assim que o Brunson começou: ele quase não sabia nada de marketing online, entrevistava gente conhecida e com o tempo passaram a associá-lo a essas pessoas. O herói relutante não curte holofote, mas sente que precisa contar o que sabe. Pro Misha, aos 16, cabe aventureiro ou repórter: «testo apps de edição e trago os melhores pra você» ou «perguntei pra cinco editores como eles fazem transições». Escolha o papel que é natural pra você, e vai ser fácil manter.

Um nome em todo lugar

Agora, a embalagem. Brittany Hennessy passou anos escolhendo criadores pra campanhas de marcas e escreve que, antes de trabalhar com você, vão te dar um Google. Pesquise seu nome: o ideal é que tudo na primeira página tenha sido criado por você. Se não, relaxa, só começa a criar. Seu @ precisa ser simples e igual em todo lugar: sem números, underlines ou grafia inventada. Se o site se chama mishaedit, mas nas redes ele é @misha_edit_2009 e @mishaedits4life, nem as pessoas nem as marcas vão sacar que é a mesma pessoa. A Hennessy dá o exemplo da Teni Panosian: ela mudou o endereço do site, mas continuou @TeniPanosian em todas as redes, então os seguidores não se perderam. Mais uma dica: garanta seu @ em todas as plataformas pra ninguém pegar, mas mantenha ativas só as que você vai atualizar de verdade. Perfil abandonado, com último post de três meses atrás, afasta as pessoas.

Bio do perfil e o equilíbrio de anúncios

Segundo a Hennessy, a bio do perfil responde quatro perguntas: quem você é, o que faz, onde está e como falar com você. Algo como «café, pôr do sol, signo» não diz nada. A foto é seu rosto até os ombros, sorrindo e com boa luz, não um logo nem uma paisagem. Uma vez a Hennessy perguntou a uma sala de uns 75 aspirantes a criador quem tinha e-mail de contato na bio. Só cinco mãos continuaram levantadas. O resto podia perder a grande chance: a marca achou a pessoa, mas não tinha onde escrever. A segunda regra é 70/30: a cada 10 publicações, 7 são suas e só 3 são patrocinadas. Com mais anúncio que isso, o público cansa, os posts rendem menos e as marcas param de te chamar. O Misha pode usar essa regra pro próprio curso também: a cada 7 vídeos úteis, no máximo 3 chamando pra comprar.

Faça você: ficha da marca

Preencha a ficha pro seu produto. História de origem: onde você estava e onde está, numa linha «antes → depois». Papel: líder, aventureiro, repórter ou herói relutante. Defeito: um honesto, que não tenha a ver com aquilo pelo que te pagam. Posição: uma afirmação sobre seu tema que alguém contestaria. Nome: um @ pra todas as redes, garanta hoje. Bio: quem, o quê, onde, e-mail. Depois anote três parábolas, casos curtos da vida com uma lição, e use nos e-mails e vídeos. E tenha paciência: a criadora Alyssa Bossio conta no livro da Hennessy que chegar a um milhão de seguidores levou sete anos. Na próxima aula vamos aprender a escolher criadores pra anunciar.

Teste-se

  1. Qual bio ele deve usar?
    Resposta certa: «Misha, 16 · ensino edição de Shorts no celular · de Kazan · e-mail de contato». A bio responde quatro perguntas: quem, o que faz, onde e como falar. Assim o público e as marcas entendem na hora por que seguir e onde escrever.
  2. O que o Brunson aconselha?
    Resposta certa: Contar com honestidade os fracassos e o caminho. As pessoas torcem por quem também errou. História de origem e defeitos honestos dão vida ao personagem, e a imagem perfeita mantém o público longe.
  3. Qual opção funciona?
    Resposta certa: «Pra Shorts top o celular basta, não precisa de PC caro». É uma opinião sobre o tema que alguns vão contestar. Quem concorda vira fã, e o Misha não ofendeu ninguém.
  4. O que ele deve fazer?
    Resposta certa: Usar um @ simples em todo lugar, tipo @mishaedit. O mesmo nome, sem números nem underlines, ajuda as pessoas e as marcas a ver que todos os perfis são de uma pessoa só.

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