E-mails frios sem spam
Aula 15 de 31 do curso “Curso de vendas de um milhão de dólares”. Grátis, com animações e teste.
E-mail frio: pra quem e pra quê
Na aula passada você escreveu histórias pra quem te deu o e-mail por conta própria. Mas às vezes é preciso escrever pra alguém que nunca ouviu falar de você: um criador, um podcaster, um futuro cliente. Isso é um e-mail frio. Robert Indries e Alex Berman, autores do Cold Email Manifesto, montaram uma agência com e-mails assim. Segundo eles, um e-mail de cinco linhas trouxe US$600 mil de receita anual em 30 dias, e os convites pra ser convidado em podcasts tiveram 30% de respostas positivas. O Berman até conseguiu o primeiro emprego com um e-mail frio. Mas os autores têm uma regra firme: no frio se oferece o que é grande. Vender pra um estranho algo de US$200, dizem, não faz sentido. Por isso o Misha não manda o curso de US$49 pra estranhos. No frio ele oferece edição pra canais e collabs pra criadores, e vende o curso pra quem se inscreveu sozinho.
Primeiro, a lei
Um e-mail frio vira spam fácil, e spam dá multa. As regras mudam de país pra país. Nos EUA dá pra escrever sem consentimento, mas o assunto precisa ser honesto, o e-mail precisa do endereço postal real do remetente e de um jeito de se descadastrar, e o descadastro tem que ser cumprido em 10 dias úteis. A multa da Comissão Federal de Comércio chega a US$53.088 por e-mail. Na UE e no Reino Unido, anúncio pra pessoa física só com consentimento, e com empresas depende do país: na Alemanha precisa de consentimento até pra mandar e-mail pra negócios. No Canadá precisa de consentimento, pelo menos implícito. Na Rússia a Lei de Publicidade exige consentimento prévio pra anúncio por e-mail. O caminho seguro do Misha: um e-mail pessoal pra uma pessoa específica com uma proposta de negócio, no endereço de trabalho que ela mesma publicou pra contato, e um claro «se não for pra você, é só falar». Não é consultoria jurídica, confira as regras do seu país antes de enviar.
Um e-mail em 5 partes
Indries e Berman montam todo e-mail frio com cinco partes. Assunto: de duas a cinco palavras. O campeão deles é «Quick question», ou seja, «Pergunta rápida»: com os destinatários certos, dizem, é aberto 80–90% das vezes. Elogio: uma frase que mostra que você conhece a pessoa de verdade. Case: uma frase sobre um resultado que você já entregou pra alguém parecido. Uma pergunta fácil de responder com «sim» ou «não». Assinatura: nome, site e contatos, pra ficar claro que você é gente de verdade. As três partes do meio fazem o trabalho pesado: o elogio prende a atenção, o case gera confiança, a pergunta leva pra uma call. O e-mail inteiro são três frases e se lê em 15 segundos. E lembra o objetivo: não vender no e-mail, e sim conseguir uma resposta e marcar uma conversa.
A primeira linha é sobre a pessoa, não sobre você
Gente ocupada recebe dezenas de e-mails de estranhos por dia. A primeira linha decide se a pessoa continua lendo. Os autores aconselham abrir com um elogio concreto: algo que a pessoa fez, disse ou lançou há pouco. Segundo eles, um e-mail assim funciona 10 vezes melhor que um modelo. Compara. «Amo seu conteúdo!» um bot mandaria pra qualquer um. «Viciei no seu vídeo de Tóquio, a transição do metrô é top» só escreve quem assistiu de verdade. Dois limites. Uma frase basta: elogio longo parece puxa-saquismo. E não exagera: vídeos, projetos e posts pode, mas casa, família e vida pessoal assustam, isso já é stalker. Os autores aconselham escrever à mão as primeiras 100 linhas assim, sem modelo: é assim que você aprende a notar o que é interessante de verdade numa pessoa.
Case em uma linha e pergunta de sim ou não
Depois do elogio vem o case. A fórmula: pra quem você ajudou, qual resultado, em quanto tempo. «Editei 12 Shorts pro canal de viagem da Anya, e em um mês a retenção subiu de 31% pra 52%». Cada palavra trabalha: cliente parecido, número, prazo. Os autores lembram que um estranho não precisa gostar de você, precisa confiar que você entrega. Então só números reais. Ainda sem case? Faça antes 1–2 projetos baratos ou de graça pra conhecidos e peça permissão pra contar o resultado. A última linha é uma pergunta de sim ou não: «Quer o mesmo pros seus Shorts? Me fala e eu mando uns horários pra uma call». Pergunta aberta tipo «Quais são seus maiores problemas com o canal?» faz a pessoa pensar, e ela simplesmente não responde.
Sem resposta? É normal
Silêncio ainda não é «não». A pessoa pode estar numa reunião, ter se distraído ou só esquecido. Por isso, depois do primeiro e-mail, os autores usam uma sequência: no máximo quatro e-mails no total, todos na mesma conversa, sem assunto novo. Depois de 3–4 dias, um lembrete curto: «Sei que você tá ocupado, subindo aqui». Depois um e-mail com um resultado novo: «Acabei de ajudar outro canal a bater 100 mil views». E o último, a despedida: «Parece que agora não é prioridade. Se mudar, tô por aqui». Os autores escrevem que a despedida funciona mais do que você imagina: a pessoa vê que não está sendo pressionada e responde de boa. A regra principal: se alguém responder «não» ou «não me escreve», pare na hora e nunca mais escreva pra ela.
Preparação: domínio, verificação, ritmo
Lembra da aula 12 sobre entrega? E-mail frio recebe mais denúncias, então a preparação importa ainda mais. Primeiro: um domínio separado. Os autores aconselham não mandar do endereço principal, e sim de um parecido, tipo mishaedit.co em vez de mishaedit.com. Se errar, quem cai no spam é o domínio reserva, e o principal fica limpo. Segundo: verificar endereços. Sem verificação, dizem os autores, 30–40% dos e-mails voltam e a caixa vai direto pro spam. A meta é no máximo 8% de retorno, então passe os endereços por um serviço de verificação antes de enviar. Terceiro: ritmo. Aqueça uma caixa nova por pelo menos duas semanas, depois mande 10 e-mails por dia na primeira semana e aumente aos poucos. O melhor horário, pela experiência deles, é terça ou quarta de manhã no fuso de quem recebe. Devagar, mas o endereço dura anos.
Faça você: 10 e-mails sem vergonha
Liste 10 pessoas ou empresas pra quem sua oferta é útil de verdade: criadores, canais, podcasts, lojas. Pra cada uma, ache o endereço de trabalho que ela mesma publica pra contato. Confira as regras do seu país. Escreva pra cada uma a própria primeira linha sobre o trabalho recente dela. Resuma um case em uma frase: pra quem, resultado, prazo. Termine com uma pergunta de sim ou não. Planeje até três lembretes na mesma conversa, o último de despedida. Mande 2–3 e-mails por dia e anote quem abriu e quem respondeu. Próxima aula: como dividir os inscritos em grupos e montar e-mails que saem sozinhos.
Teste-se
- O que você diz pro Misha?
Resposta certa: Não: anúncio pra estranho sem consentimento costuma ser ilegal. É anúncio pra pessoa física sem consentimento. Na UE, Reino Unido, Canadá e Rússia não pode, e segundo os autores um curso de US$49 nem vende no frio. O Misha vende o curso pra quem se inscreveu sozinho. - Qual primeira linha é melhor?
Resposta certa: «Seu vídeo do Baikal: o time-lapse do gelo é top». Um detalhe concreto de um vídeo recente prova que o Misha assistiu de verdade. Uma frase, sobre o trabalho, sem puxa-saquismo. - O que deu errado?
Resposta certa: Não verificaram os endereços antes de enviar. 34% de retorno bate certinho com os 30–40% do livro pra endereços não verificados. A meta é no máximo 8%, então os endereços passam antes por um verificador. - O que fazer agora?
Resposta certa: Um lembrete curto na mesma conversa, até 4 e-mails. Silêncio ainda não é não. Depois de 3–4 dias um lembrete curto na mesma conversa, depois uma novidade e a despedida. Se ele disser não, para.