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Fases do movimento e o prompt de movimento

Aula 10 de 22 do curso “Vídeo com IA sem flop”. Grátis, com animações e teste.

Três fases de qualquer ação

Toda ação tem três fases: preparação, a ação em si e a recuperação, quando o corpo volta ao equilíbrio. Um salto é agachar, voar e aterrissar amortecendo. Chutar uma bola é o impulso, o chute e a perna seguindo depois da bola. Os modelos muitas vezes gastam o plano todo na ação principal, e o vídeo corta no meio ou repete em loop estranho. Então planeje o plano como uma mini-história de 5–8 segundos e deixe os últimos segundos para a recuperação: a pessoa para, respira, olha para a câmera. Esse final também é fácil de emendar no próximo plano.

Um verbo concreto

“Dança”, “treina”, “se mexe”: para o modelo é um convite para improvisar, e ele costuma embolar braços e pernas. Profissionais escrevem o movimento como coreógrafo: quais passos, em que ordem, com que pé. Não “dança”, e sim “gira uma vez no calcanhar esquerdo”. Não “treina”, e sim “dá um passo à frente e desce num agachamento”. Um verbo concreto reduz as escolhas do modelo, e sobra menos espaço para falhas. Um bom teste: um amigo conseguiria repetir o movimento pela sua descrição sem fazer nenhuma pergunta? Se sim, o modelo também entende.

A ordem das ações

O modelo lê o prompt mais ou menos como um roteiro: o que vem antes costuma acontecer antes. Então divida o movimento em passos e ligue com first, then, finally. Escreva a câmera numa linha separada para não misturar com o corpo: “corre em direção à câmera” e “a câmera vai até ela” são coisas bem diferentes para o modelo. Tempos como “(0–2s)” funcionam em alguns modelos e outros ignoram, então teste num rascunho no seu modelo. Veja o prompt da Mira: três fases de uma corrida em três linhas e a câmera à parte. Um texto assim se ajusta linha por linha.

Mãos e objetos

As mãos são o mais difícil para os modelos de vídeo: são pequenas no quadro, têm muitos dedos e em cada quadro se sobrepõem. Daí vêm seis dedos, um copo que nasce na palma e um cordão segurado “através” da mão. Regras diminuem o risco. Pegada simples: segura um copo, puxa um cordão. Um objeto de tamanho crível e uma mão só nele. Nada de dedos rápidos como acordes de violão ou digitação. A mão inteira no quadro ou fora, porque dedos cortados na borda também costumam derreter. E se o contato for complexo, esconda com um corte.

O primeiro quadro decide

No image-to-video, o modelo continua o movimento a partir da sua imagem, então a pose do primeiro quadro precisa levar à ação. Se a Mira está sentada no meio-fio no quadro inicial e o prompt diz que ela “sai correndo”, o modelo ou a teletransporta em pé ou quebra as pernas dela ao levantar. Escolha um quadro inicial de onde a ação comece natural: no meio do passo para correr, levemente agachada para pular. Ou escreva a transição: “she stands up first, then runs”. Muitos modelos também deixam definir o último quadro, e aí o modelo completa o movimento entre duas poses. É o jeito mais fácil de ter um final exato.

Duas pessoas no quadro

Com duas pessoas, a dificuldade cresce mais que o dobro: o modelo tem o dobro de braços e pernas, e no contato eles se sobrepõem. Abraços, apertos de mão e “toca aqui” em close são lugares clássicos onde os dedos se misturam. O que funciona: plano aberto, onde as mãos são pequenas e os detalhes aparecem menos; contato breve; corte exatamente no momento do toque (o público completa o tapa); cada um com sua ação clara, não um bolo só. Se precisar mesmo de um toque em close, faça num plano separado com uma mão só.

O ciclo de refinamento

Um plano perfeito de primeira é raro até para profissionais, por isso eles têm um processo. Primeiro, 2–4 rascunhos no modo barato para testar a ideia. Depois você escolhe o melhor e confere quadro a quadro com o checklist de peso da aula 8. Aí vem a regra principal: mude uma coisa por vez. Se reescrever o prompt inteiro, você não vai saber o que ajudou e pode perder o que já funcionava. O final em alta qualidade só sai quando o rascunho estiver bom. É assim que a Mira economiza créditos e aprende quais palavras dos prompts dela funcionam de verdade.

Teste-se

  1. O prompt “she dances energetically” dá caos: braços e pernas se embolam. O que fazer?
    Resposta certa: Descrever 1–2 movimentos concretos: “steps left, then spins once on her right heel”. Passos concretos limitam as escolhas do modelo, e ele não precisa improvisar.
  2. Um plano de 5 segundos corta no ar, no meio do salto. Como corrigir?
    Resposta certa: Descrever a aterrissagem e a recuperação, e encurtar a preparação ou usar 8 segundos. As três fases precisam caber no plano. O modelo gasta tempo no que foi descrito, então descreva o final também.
  3. Quadro inicial: a Mira sentada no meio-fio. Prompt: “sprints away”. Saiu um teletransporte. O que mudar?
    Resposta certa: Usar um quadro com ela já no passo, ou escrever “stands up first, then runs”. O modelo continua o movimento do primeiro quadro. A pose precisa levar à ação, ou a transição tem que ser descrita.
  4. O rascunho tem três problemas: pés deslizando, capuz congelado, luz chapada. Qual o melhor jeito de corrigir?
    Resposta certa: Uma correção por rodada, começando pela mais visível. Uma mudança por vez mostra o que funcionou e não quebra o que já estava bom.

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