Ajudantes do agente: skills e revisão por IA
Aula 23 de 26 do curso “Vibe coding”. Grátis, com animações e teste.
Skill: um novo hábito para o agente
Plugin, ou skill, é um pacote de instruções que você instala no agente como complemento. Existem pacotes assim para Claude Code, Codex, Copilot CLI, Cursor e outros agentes. A skill muda como o agente trabalha em toda tarefa, não só em uma. Como um mod de jogo: o jogo é o mesmo, as regras mudam. À esquerda do esquema há um agente com um encaixe onde está a skill Ponytail. Ela é grátis e de código aberto, com licença MIT: dá para usar livremente.
Ponytail: o “sênior preguiçoso”
A ideia da Ponytail é o “sênior preguiçoso”: um programador experiente que não escreve nada a mais. Antes de codar, o agente sobe a escada do esquema e para no primeiro degrau que resolve a tarefa. Isso precisa existir? Já está no projeto? Está na biblioteca padrão, as funções prontas da linguagem? Vem embutido no navegador? Está em um pacote já instalado, código pronto de outra pessoa? Uma linha resolve? Só então o mínimo de código novo.
Exemplo: um campo de aniversário
Você pede ao agente para colocar um campo de aniversário no perfil do seu app de treinos. Sem a skill, o agente pode instalar uma biblioteca inteira de calendário e escrever um invólucro para ela, um código intermediário próprio. Com a skill, ele chega ao degrau “vem embutido no navegador” e usa o campo de data que o navegador já sabe mostrar. E a skill não descarta a validação dos dados, o tratamento de erros, a segurança nem a acessibilidade, ou seja, ser usável por todo mundo.
Modos, comandos e a pegadinha
A Ponytail tem três modos: lite (leve), full (normal, o padrão) e ultra (o mais rígido). Também tem comandos: uma revisão do diff atual com a lista do que dá para apagar e uma auditoria do repositório inteiro atrás de complicação desnecessária. Ela é instalada como plugin a partir do repositório dela no GitHub. A vantagem: menos código é menos para conferir, menos bugs e menos tokens, os pedacinhos de texto que você paga para a IA. Mas é um pacote de regras, não uma garantia. O diff quem lê é você.
Revisão por IA em todo PR
Outro tipo de ajudante: os revisores com IA. São serviços que leem cada PR que você abre e deixam comentários como um revisor faria: bugs, segurança, estilo. Por exemplo CodeRabbit, Greptile, a revisão do GitHub Copilot, Qodo. Mas eles também erram e deixam coisas passar. O comentário à direita do esquema quer dizer “dá uma olhada aqui”, não é uma sentença. Testes e CI continuam necessários, e quem decide o merge é você, como diz a legenda ao lado da pessoa.
Como escolher sem se arrepender
Um bot de revisão se conecta ao GitHub como um app com acesso ao seu código. Na instalação, escolha só os repositórios necessários, não “todos”. Para qualquer complemento valem as mesmas regras das tomadas MCP à direita do esquema. Escolha os populares e vivos, ou seja, que continuam recebendo atualizações: de código aberto ou de uma empresa conhecida. Leia que acesso eles pedem. Instale um de cada vez para saber o que mudou. Não está ajudando? Desligue.
Teste-se
- Você pede a um agente com a skill Ponytail um campo de aniversário. O que ele provavelmente fará?
Resposta certa: Usar o campo de data embutido no navegador. A skill leva o agente pela escada, e o degrau “embutido no navegador” resolve a tarefa. A validação e a segurança continuam. - Um revisor com IA comentou no PR: “possível erro na linha 12”. O que fazer?
Resposta certa: Olhar a linha você mesmo e decidir se precisa ajuste. O comentário do bot é uma dica, não uma sentença. Revisores erram e deixam bugs passar, então testes e CI continuam importando e o merge é decisão sua. - Ao se conectar ao GitHub, um bot de revisão pede acesso aos repositórios. O que é melhor?
Resposta certa: Dar acesso só aos repositórios que você escolher. O bot vê tudo a que você dá acesso, então libere só o necessário. E instale complementos um de cada vez para saber o que mudou.